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Quais os desafios para empresas tornarem melhor a experiência de pessoas com deficiência?

priscilascarazatti
15 de out.
2 min de leitura

Muitos conhecem a Lei Brasileira de Inclusão, no entanto, nem todos os espaços estão adaptados para pessoas com deficiência.


Não basta apenas ter uma “rampa”, “mesas adaptadas” ou “placas indicativas”, pois isso é apenas o básico quando falamos em tornar melhor a experiência do cliente com deficiência.


Empresas que investem em espaços alternativos e personalizados ganham visibilidade no mercado.


Já existem empresas que atuam não apenas na elaboração de espaços personalizados para esse público, como também na capacitação de equipes e lideranças para desenvolverem um ambiente inclusivo, como, por exemplo, a empresa “Incluindo com Etiqueta”.


Tornar um ambiente inclusivo e acolhedor depende muito do engajamento da empresa, que deve proporcionar treinamentos que conscientizem sobre o comportamento adequado no dia a dia com pessoas com deficiência.


Uma empresa inclusiva deve tornar isso cada vez mais orgânico para que seus colaboradores tenham um olhar empático para enxergar “pessoas” além de suas deficiências físicas.


Por muito tempo, pessoas com deficiência se sentiam excluídas na sociedade devido ao preconceito de muitas empresas na contratação desse público.


A deficiência não é mais um limitador, pois muitos possuem habilidades específicas e foco nas atividades laborais.


Então, a questão é saber lidar e incluir pessoas com deficiência nas atividades em que podem se destacar.


Além disso, é necessário o investimento em espaços e equipamentos que podem acolher melhor esse público.


A grande questão é ter o apoio governamental para conceder mais incentivo fiscal em equipamentos e produtos para tornar ambientes mais acessíveis.


Um outro fator limitador é o processo regulatório brasileiro, que é lento, caro e desenhado para grandes corporações.


Diante desse cenário, as Startups de inovação social enfrentam dificuldades para enquadrar produtos disruptivos em categorias pré-existentes, atrasando a entrada da tecnologia no mercado.


Embora existam leis que determinem que o Estado deve fomentar a tecnologia assistiva, os mecanismos de fomento ainda são limitados.


Isto porque, o acesso a linhas de crédito subsidiadas (como FINEP ou BNDES) ou isenções tributárias específicas para insumos importados utilizados em soluções de acessibilidade ainda exigem um nível de conformidade contábil e jurídica complexo, afastando pequenos inventores.


Mais do que incluir, é preciso desburocratizar o mercado para que incentivos tecnológicos e fiscais ocorram com mais facilidade, já que há um grande crescimento de empresas que dependem disso para abrir mais vagas para esse público.


E incluir não é apenas ter um espaço adaptado e, sim, tornar isso cada vez mais comum para que pessoas com deficiência não se sintam constrangidas ou limitadas em nenhum espaço.

 

 
 
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